Discordância ou concordância?

No dia 11 e 12 de julho, na cidade de Campinas-SP, acontecerá o Congresso Técnico Semi-Anual da CBHG, que será um fórum de discussões de dois dias, para definição sobre o futuro do hockey em nosso País.

No blog www.clicrbs.com.br/inline tem a seguinte citação em um post sobre a obrigatoriedade do uso de grade ou visor no capacete:

“(…) esta regra foi decidida no Congresso Anual realizado em 02/08/2008, e oficializada pela Circular n°197 de 05/08/2008, em que a obrigatoriedade seria a partir das competições de 2009, sendo inicialmente realizadas com os campeonatos estaduais/regionais em março (…)”

Porém, houve atletas de mais de um estado que tomaram um posicionamento em relação a essa regra, dizendo que alguns atletas da seleção brasileira no mundial não usaram o equipamento exigido para as equipes aqui no Brasil. Portanto, é um assunto a ser discutido nesse congresso, já que esse equipamento é de grande importância, pois preserva o atleta de sofrer lesões no rosto.

13 Respostas para “Discordância ou concordância?”

  1. Alonso de Toledo Disse:

    Considerando a extrema complacência dos árbitros com as agressões praticadas nos jogos, e também pela quase sempre ausência de recursos de primeiros socorros nos campeonatos, sou absolutamente a favor da utilização de grades, podendo haver uma tolerância para as meias-viseiras para maiores de 21 anos. Entretanto, como levar a sério uma imposição por parte de q

  2. Alonso de Toledo Disse:

    continuação: …por parte de quem altera suas próprias imposições e regras ao longo de um ano, como por exemplo aceitar um Campeonato Carioca fictício em 2008 e 2009? De quem pretende cobrar ingressos para campeonatos desorganizados de um esporte tão pouco praticado e tão sem audiência, ou alguém acha que os nacionais da 1ª e 2ª divisão dos anos passados foram um exemplo de organização e sucesso de público?
    Quem viu o esporte passar por um processo de expansão no início da década pode muito bem atestar que as categorias de base estão em franco declínio, com relação à quantidade de equipes praticantes, e não existe preocupação da CBHG quanto a isso, apenas com o “alto rendimento”. Ao invés de tratar as várias equipes não federadas com incentivos para sua inclusão, o que vemos é cada vez mais tentativas de nivelar todas as equipes “por cima”, gerando uma situação absurda de desconhecimento das reais condições dos praticantes do esporte.
    Abraços.

  3. Degani Disse:

    O que custa mais? Uma viseira, uma grade ou um olho? Eu já vi atletas perderem parte da visão durante a prática do hockey.

    Se algum incidente ocorre durante um campeonato CBHG, a culpa será sobre ela. Por isso a atitude tomada pelo presidente Arialdo. No mundial a IIHF que implementa as regras. É um passo que talvez o Brasil esteja na frente da IIHF, no entanto é criticado mais uma vez.
    Em relação a complacência dos árbitros eu discordo totalmente e como árbitro eu me sinto ofendido com o comentário.

    É muito fácil falar e muito difícil fazer…

    Cada um antes de criticar qualquer coisa devia pensar no que fez pelo hockey do Brasil.

  4. Alonso de Toledo Disse:

    Concordamos com a necessidade das grades e/ou viseiras, porém discordamos quanto à complacência dos árbitros.
    Se você acha que as arbitragens estão OK, os resultados da última Copa do Brasil Divisão I na Portuguesa, com relação à disciplina e às lesões dos atletas, sem nenhum socorro médico à disposição provam o contrário. Da mesma forma, os eventos ocorridos na última Copa do Brasil de Menores na AABB em São Paulo, com brigas que lembravam as antigas do São Paulo x AABB, também mostram isso.
    Não se ofenda com os meus comentários, pois muito mais contundentes são as críticas que vocês recebem em todos os campeonatos por quem presencia a falta de pulso na repressão da violência e em jogadas desleais. Só para dar a saída do puck nos face-offs e para validar os gols, não precisamos de árbitros. Principalmente nas categorias menores, precisamos de pessoas que orientem e reprimam quanto as faltas e tentativas de agressão, como fazem muito bem o Fábio Bossi, o Capelle e o Pedro Raposo, por exemplo.

  5. Degani Disse:

    Eu também acho que falta estrutura aos campeonatos e profissionais melhor preparados, porém, como eu disse antes é muito fácil criticar mas é muito difícil fazer.
    Quanto aos árbitros vale a pena lembrar que é dever deles orientar e aplicar as penalidades cabíveis. Reprimir, pra mim, não é cabível ao árbitro.
    Eu estava na Copa do Brasil – Divisão I como atleta e árbitro e não vi nenhum ato de violência que não tenha sido devidamente punido. Em relação ao campeonato de menores eu não estava presente. Participei da comissão que aplicou as suspensões e não acho que faltou pulso.
    A agressividade/violência parte da educação de cada um. É fácil jogar a culpa nas costas do árbitro. Lembre-se que o fairplay e o espírito esportivo são conceitos que vem DOS PAIS, DOS ATLETAS, DOS TÉCNICOS e também mas não só DOS ÁRBITROS.
    Eu jogo hockey há pelo menos TREZE anos e nunca me envolvi numa briga. Será que só ‘ótimos’ árbitros apitaram meus jogos?

  6. Alonso Toledo Disse:

    Primeiro, reprimir a violência é sim dever dos árbitros, e isso foi amplamente discutido quando fiz a clínica de árbitros da CBHG, antes de você, aliás. Segundo, você não estava no campeonato de menores, eu sim, e não disse que faltou pulso na comissão que aplicou as suspensões, mas faltou e muito na arbitragem dos jogos, não fosse assim, não teriam havido as brigas e as suspensões. Terceiro, nesses TREZE anos que você joga, e nunca se envolveu numa briga, você também nunca testemunhou uma? Nunca ouviu falar da famosa SPFC x AABB? Da AABB x SBC? Da SEP x Lusa? Da AABB x Lusa no feminino? Não se lembra do dirigente que entrou na quadra para bater no árbitro em um Campeonato Sulamericano no SPFC? Eu não jogo, mas assisti a todas essas “ocorrências” e outras mais.
    É por isso que eu aprovo a exigência de grades e de todo o material de proteção, o que é, alias, o tema em discussão no Blog. Um abraço.

  7. Cristiano Schmitz Disse:

    Se a CBHG é exemplo para a IIHF, seus atletas deveriam estar usando o visor ou grade. Essa DESCULPA de que os atletas que foram ao mundial não precisariam pois quem regula o campeonato é a IIHF é, no mínimo, ridícula. Uma contradição sem tamanho defender que a CBHG obrigue os atletas aqui e permita que os jogadores da seleção joguem sem a proteção. Sendo que há um agravante que o visor e/ou a grade foram exigências que surgiram em decorrência de um fato ocorrido no mundial.

  8. Cristiano Schmitz Disse:

    E a crítica faz parte, meu caro. Quem está no comando e trabalha por qualquer coisa tem que aceitar e lidar com críticas ou nunca evoluirá. Se todo mundo achar tudo lindo e maravilhoso sempre, não sairemos do lugar. Nenhuma crítica foi feita sem base em argumentos. O que não é legal é criticar sem argumentar.

  9. Degani Disse:

    Eu nao digo que esta errado criticar. Eu expliquei qual foi a posicao da CBHG em relacao a este fato. Foi isso que foi passado para os jogadores da selecao que questionaram o mesmo que voces, estou repassando a posicao. Agora quando dizem que a violencia eh complacencia da arbitragem eu, como arbitro, tenho que discordar.

    Sinceramente eu vejo o uso obrigatorio de viseira/grade um passo que o Brasil esta a frente dos outros paises.

  10. Luiz Fernando Disse:

    É muito facil,, no Brasil sim é obrigatório o uso da proteção facial, sim todos devem usar porque a cbhg obriga e tem suas razões para isso, ao mesmo tempo ela não obriga ninguem a jogar, joga quem quer e quem quer jogar que use a bendita da proteção. Em relação ao mundial a entidade que organiza no caso iihf deixa em aberto isso, o maior de idade tem a escolha se quer ou nao usar. resumindo 2 entidades 2 regras diferentes e dois campeonatos diferentes.

  11. Luiz Fernando Disse:

    Atacar os arbitros isso também não leva a nada,

    os jogos que vc citou como violentos aconteceram em outra época com outras regras e com outro quadro de arbitros de lá para cá mudou muito, e posso afirmar que a arbitragem melhorou muito, claro não somos perfeitos todo mundo erra até no futebol que os arbitros já podem ser considerdos profissionais, eles tb erram e erram feio e tb acontecem brigas e onde que está a culpa do arbitro, nestes casos de brigas quando 1 resolve brigar já basta para vários brigarem.
    Cabe ao arbitro perceber rapidamente quem é o jogador que está afim de causa tumulto e inibir.
    Te garanto que hoje os arbitros fazem muito mais do que apontar gols e soltar face off e vejo que o pior problema dos ultimos campeonatos não tem sido os jogadores ou os arbitros e sim os torcedores e pais que ao invés de torcer numa boa , torcem e xingam dando mal exemplo para as crianças que estão jogando pedem para dar porrada incentivando os garotos a brigarem ofendendo garotos do time adversário isso sim eu tenho visto bastante ultimamente, acho e concordo com o degani antes de reclamar vamos olhar cada um para seu proprio umbigo e pensar realmente oque está acontecendo de errado nas partidas de hockey, ai chegaremos a uma solução e pararemos de reclamar.

  12. Alonso de Toledo Disse:

    Muito bom, Lú:
    Você está certíssimo: “cabe ao árbitro perceber rapidamente quem é o jogador que está a fim de causar tumulto e inibir.” Só falta passar da teoria à prática. Quanto aos pais, também está com toda a razão. Eu sou um pai muito chato com relação à arbitragem, o Degani que o diga, mas nunca agredi ninguém, nunca invadi quadras, nem chamei a polícia, como um pai da Hípica, e também não permito que meus filhos joguem sujo, e costumo rever e cobrar severamente cada ato impróprio praticado por eles durante os jogos, só que não posso falar nada dos outros e de seus pais. E a revolta desses pais acaba sendo fundamentada quando o(s) técnico(s) do(s) outro(s) time(s) manda(m) bater, e depois não tomam nenhuma providência com relação aos agressores.
    Por fim, não me diga que os jogos violentos são do passado, e de outras federações, pois você testemunhou de perto o combate entre jogadores do Wizards x Flames em Sertãozinho/2007, e a Copa São Paulo-Brasil de Menores a que me referi foi este ano na AABB. Um abraço e parabéns por mais uma merecida medalha no mundial, pois ninguém deixa de reconhecer sua qualidade e a do Degani como jogadores.

  13. Alonso de Toledo Disse:

    Correção: o combate foi em Sertãozinho/2008. Em 2007 houve apenas uma pequena confusão na final, essa sim apaziguada pelos árbitros, com o auxílio da turma do “deixa disso” dos dois times.

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